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segunda-feira, 10 de abril de 2017

sábado, 1 de abril de 2017

BATISMO POR ASPERSÃO

POR QUE BATIZAMOS POR ASPERSÃO?
Rev. Arival Dias Casimiro
Jesus Cristo ordenou dois sacramentos para a sua igreja: o batismo e a santa ceia (Mt 28.18-20; 26.26-30). Para nós, herdeiros da fé reformada, os sacramentos são: “santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e solenemente obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a sua palavra” (XXVII, 1).
O batismo com água é um ato solene de admissão do batizado na igreja. Ele é um sinal e um selo do pacto da graça, de sua salvação em Jesus Cristo. Ele deve ser administrado uma só vez a uma mesma pessoa. Somente os pastores ordenados ao sagrado ministério devem administrá-lo.
A Igreja Presbiteriana do Brasil pratica o batismo por aspersão, mas aceita e considera a imersão como modo válido de ministração. Reconhecemos e acolhemos aqueles irmãos que foram batizados por imersão, em igrejas reconhecidas como verdadeiramente evangélicas, sem a necessidade de rebatizá-los. Com o propósito de esclarecer a nossa posição, apresentaremos abaixo alguns argumentos:
Primeiro, Jesus Cristo ao instituir o sacramento do batismo, não determinou qual a forma ou o modo de se administrá-lo. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado (Mc 16.15-16). Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). Jesus ordena o batismo, mas não impõe a forma de batizar.

Segundo, o batismo com agua não tem nenhum valor espiritual se não vier acompanhado da regeneração do coração efetuada pelo Espírito Santo.
O batismo não é garantia e nem meio de salvação. Ele não tem nenhum poder espiritual em si mesmo para produzir salvação. Há muitas pessoas que foram batizadas, mas nunca foram regeneradas. Elas fazem parte da igreja visível, mas não da invisível. João diz sobre alguns que abandonaram a igreja: Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos (1Jo 2.19). O batismo não salva.

Terceiro, no Antigo Testamento toda forma de “purificação” era realizada por aspersão. O verbo hebraico “espargir” (zaraq) significa “espalhar” ou “aspergir” E, sobre aquele que há de purificar-se da lepra, aspergirá sete vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto (Lv 14.7). Assim lhes farás, para os purificar: asperge sobre eles a água da expiação; e sobre todo o seu corpo farão passar a navalha, lavarão as suas vestes e se purificarão (Nm 8.7). (Leia: Nm 19.13, 19).

Quarto, todas essas purificações por aspersão são chamadas de “batismos” no Novo Testamento.
A palavra “batismo” (baptizo) foi usada nos clássicos gregos com o significado de “mergulhar”, “afundar” e “imergir”. Mas, no grego bíblico (coinê) é usado também como “lavar”, “banhar”, “limpar mediante lavagem” e “aspergir”. Quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem (baptizontai); e há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal [e camas](Mc 7.4). Todas as abluções e aspersões cerimoniais são chamadas de “batismos”: Os quais não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções (baptismois), impostas até ao tempo oportuno de reforma (Hb 9.10. Hb 6.2). Paulo afirma também que todos os judeus foram batizados pela nuvem e pelo mar, sem que houvesse imersão (1Co 10.1-2).

Quinto, o batismo cristão foi instituído seguindo o modo do batismo dos judeus, ou seja, por aspersão.
Jesus ao instituir o sacramento do batismo cristão não altera o significado ou o uso da palavra (Mc 16.15-16; Mt 28.19). O batismo de João Batista não era o batismo cristão, mesmo assim não há provas bíblicas que ele batizava por imersão. Se na lei todas as cerimonias de purificação eram feitas por aspersão, por que João mudaria a sua forma de batizar? João Batista estava batizando e os sacerdotes e levitas vieram a ele e lhes perguntou: “Quem és tu?” e ele disse: “Eu não sou o Messias. “Eles disseram então: Se você não é o Messias, por que você batiza”? (Jo 1:25). Os sacerdotes e levitas sabiam que os ritos de purificação eram feitos por aspersão e seria um ato distinto do Messias: Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei (Ez 36.25). O Messias batizaria por “aspersão”.
João Batista disse: “Eu batizo com água” (Jo 1.26). A preposição “com” (en) é usada para designar o instrumento: água. O instrumento se aplica ao sujeito e não o sujeito ao elemento. Logo, João só poderia batizar por aspersão. Em Atos, Lucas registra: Então, me lembrei da palavra do Senhor, quando disse: João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo (At 11.16). O batismo com o Espirito foi por aspersão.

Sexto, todo cristão morreu e ressuscitou com Cristo, mas não pela imersão na água.
Utilizando-se da analogia de Paulo, em Romanos 6, os favoráveis ao batismo por imersão confundem “sepultar na água” com o “sepultar com Cristo”. Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida (Rm 6.3-4). O que Paulo está dizendo não é que somos sepultados com Cristo pelo batismo por imersão (sepultados na água). Todo cristão morreu e ressuscitou com Cristo na sua obra de redenção. Morremos e ressuscitamos com Cristo para vivermos em novidade de vida. O batismo de adultos é um sinal desta identificação.

Sétimo, os exemplos bíblicos de batismo no Novo Testamento reforçam a tese da aspersão.
No contexto da igreja primitiva, a pessoa era batizada no lugar onde se convertia. Vejamos alguns exemplos: (1) O batismo de quase 3.000 em Jerusalém, após o sermão de Pedro (Atos 2.41). Não havia rio, tanque ou piscina para batizar tanta gente por imersão. (2) O batismo do etíope eunuco, por Felipe, no deserto (At 8.36-38). “Ambos desceram à água”, mas isso não significa imersão. Essa expressão só aparece mais uma vez na Bíblia, em Juízes 7.5 (Tradução da Septuaginta). E a ideia não é de imersão (3) O batismo de Paulo: “a seguir, levantou-se e foi batizado” (At 9.18). Ele foi batizado em pé, numa casa, em Damasco. Nas casas da época não existiam tanques, mas talhas para guardar água. (4) O batismo de Cornélio e toda a sua casa, em Cesaréia (At 10.48). (5) O batismo de Lídia e toda a sua casa, em Filipos (At 16.14-15). (6) O batismo do carcereiro e toda a sua família (At 16.33). Todos esses batismos só podem ter acontecido por aspersão. A partir do texto, a imersão é improvável em todos os casos.
Na Igreja Presbiteriana do Brasil recebemos a todos que vem de várias denominações evangélicas. Respeitamos àqueles que foram batizados por imersão, mas reafirmamos que o batismo por aspersão não é uma heresia. O batismo por aspersão fundamenta-se na Bíblia.
Argumentos: 
Por Rev. Nadiel de Marins- Além das fundamentações bíblicas acima propostas pelo Rev. Arival, temos ainda outros argumentos: Cristo instituiu dois sacramentos: O Batismo e Santa Ceia.
 A Ceia deve conter pão e vinho, mas Cristo não especificou a quantidade de pão e vinho; nas celebrações da Igreja Primitiva, a Ceia acontecia no momento da refeição. Hoje, cada igreja tem uma forma de administrar a ceia: algumas compartilham apenas um cálice com todos os membros; outras ministram a Ceia quebrando um grande pão e os fiéis vão retirando um pedaço desse pão; da mesma forma o batismo deve ser feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e deve conter água. 
Cristo não pediria para sua igreja, algo que não pudesse ser realizado em qualquer circunstancia; por exemplo, como batizar por imersão (Mergulhar) no deserto? Ou no Polo Norte? Ou alguém acamado prestes a morrer? Não são as águas do batismo que lavam os nossos pecados, mas sim a fé no sangue de Cristo derramado na cruz em nosso favor! 
Em Tito 3.4-6 lemos sobre quem de fato nos lava. Confira: "Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos,  não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador,"
Que Deus continue nos dando discernimento para entendermos a Sua Palavra! 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Apostila TEOLOGIA MODULO 1- Por que devo estudar Teologia?

INTRODUÇÃO À TEOLOGIA

UMA DEFINIÇÃO DE TEOLOGIA:

Dentre várias definições sobre teologia, esta é a que entendemos ser a que
mais se encaixa no contexto desta apostila. O termo Teologia vem do grego
Theos → Deus e Logos → Palavra, Estudo. No contexto de nossos dias
podemos definir Teologia como: “A Doutrina de Deus e suas relações com o
universo.” (Alexandre Milhoranza).

Não seria recomendável dizer que a teologia tem como alvo estudar ou
conhecer Deus de forma total e completa. Isto seria no mínimo impossível
porque não dizer uma manifestação de soberba de nossa parte. Deus é infinito,
insondável, soberano, ao passo que somos limitados e imperfeitos, e por esta
razão estamos impossibilitados de explicar Deus. A velha natureza ainda habita
em nós, e esta faz com que tenhamos definições limitadas e por muitas vezes
imperfeitas sobre Deus. Ele deseja ser conhecido, manifestando seu amor por
nós, no entanto, revela-se a humanidade de conformidade com nossas
limitações.
Neste contexto, o papel da teologia é levar o estudante ao encontro de Deus
para conhecê-lo. Por meio De seu filho, Jesus Cristo, Deus manifesta seu amor
pela humanidade na pessoa de Jesus no milagre da encarnação, onde a
palavra se faz carne, habita entre nós, e nos chama para termos uma relação
de amor com o eterno. O estudo da teologia não pode ser encarado apenas
como um instrumento de pesquisa numa tentativa de especular um ser
transcendente como alguns tem feito. Esta atitude certamente irá resultar em
um academicismo teológico onde não haverá uma relação de intimidade entre
Deus e o futuro Teólogo. Primeiramente deve haver o exercício de uma
espiritualidade, numa busca do sagrado, em seguida a teologia entra dando as
diretrizes para a construção da mesma.
Como deveremos observar mais adiante nesta apostila, deve haver uma
relação entre espiritualidade e teologia que a meu ver, devem estar de mãos
dadas, pois uma depende da outras, ambas se completam. Teologia sem
espiritualidade tende a nos transformar em uma enciclopédia de informações
teológica, mas sem experiências de relação com O Deus que é revelado nela.
Uma espiritualidade sem teologia pode desembocar em fé alienada,
impossibilitando-nos de explicar a razão da nossa fé.

PORQUE DEVO ESTUDAR TEOLOGIA:
Ao contrario do que muitos pensam o estudo da teologia não se restringe
apenas aos intelectuais e acadêmicos. A teologia é tarefa para todos. Não é
um meio de se destacar entre os sábios e entendidos em matéria de religião,
também não é um estudo direcionado em conhecer a totalidade da revelação
de Deus ao Homem, pois certamente isto não irá acontecer, visto que nossa
limitação não pode compreender a revelação de Deus de forma completa, pois
ele é eterno e infinito, ao passo que somos pecadores limitados (1 Cor.13.9-
12). Digo que é um meio de termos um relacionamento mais próximo com o
Eterno, de conhecermos seus atributos, sua vontade.
A teologia nos leva ao encontro da graça de Deus. Não somente um meio de
exercício do intelecto, numa tentativa de conhecer a vontade de Deus para nós,
mas uma dádiva de Deus com propósito de se fazer conhecido por meio das
Escrituras, e isto é para todos que desejarem se esmerar no estudo dela.
O professor e teólogo Solano Portela em Seu artigo por Título “O Estudo da
teologia e as Escrituras” diz: “Estudar teologia não é uma área segregada à
academia teológica; não pertence à esfera de intelectuais maçantes que se
preocupam em descobrir e firmar termos técnicos incompreensíveis aos
demais mortais; não é monopólio daqueles que escrevem livros meramente
para adquirir a respeitabilidade e admiração de seus colegas docentes; nem
pertence a mosteiros anacrônicos, que procuram se aproximar de Deus
distanciando-se do mundo que Ele criou. Mas é tarefa de todas as pessoas”.

O estudo da teologia é uma tarefa para todo cristão. Erramos quando não nos
esforçamos na leitura e reflexão das escrituras. Jesus nos adverte em sua
palavra sobre a questão e, portanto pecamos quando não damos crédito a ela.
Corremos sério risco de cairmos no engano cometendo erros de interpretação
de textos bíblicos que podem nos levar a uma fé errante. Leia a crítica de
Jesus feita aos seus opositores sobre a questão (Mt.22.29; Mc.12.24; 14.49).
Uma teologia sadia, livre de pressupostos humanos, feita com análise
cuidadosa, visto que há várias correntes teológicas em nosso meio, certamente
nos ajudará a encontrar um caminho mais seguro na busca da maturidade. O
estudo e reflexão das escrituras, acompanhado de oração, humildade e
submissão ao Espírito Santo, resultará em uma compreensão mais profunda
sobre a pessoa de Jesus Cristo, como também nos dá maior clareza quanto a
nossa identidade cristã, nos levando ao exercício de uma espiritualidade mais
centralizada em Cristo.
Nesse estudo, Teologia e oração devem ser duas amigas inseparáveis, pois
ambas devem caminhar juntas. Teologia sem oração resulta em racionalismo
teológico onde o aluno corre sério risco de desenvolver uma espiritualidade
focada na razão sem muitas experiências relacionais ou quase nenhuma
intimidade com o Eterno. O grande perigo que permeia é colocar a razão acima
da fé. Teologia sem oração produz teólogos com pensamentos liberais em
extremo, pois a falta de oração e humildade no estudo da teologia aniquila a fé.
Oração sem teologia resulta em uma fé alienada.
Fé que não reflete, não pensa, não constrói convicções seguras nas escrituras,
fé que está sujeira a manipulação, fé aprisionada nos grilhões da ignorância
resultando em um analfabetismo teológico, fé induzida pelas massas, pelo falso
discurso, fé vacilante. Como bem disse John Stott: “Crer é também pensar”. Fé
que não pensa impede o avanço da maturidade.
A teologia também exerce papel importante no tocante à libertação da tradição,
formalismo e legalismo, males que permeiam nos sistemas denominacionas
ultrapassados. São dogmas e tradições criados e impostos por homens que em
nome da denominação, coloca-os acima das escrituras, onde tais pensamentos
não encontram sustentação bíblica e teológica. A teologia estudada à luz das
escrituras alarga a visão, fazendo o cristão enxergar novos horizontes, fazendo
análises, releituras e reinterpretações numa perspectiva mais escriturística,
com bases mais sustentáveis da revelação de Deus ao homem. Não que
através da teologia sejamos transportados para outra esfera com pensamentos
liberais e críticos, ao ponto de negar fundamentos como inerrância das
escrituras, sua infalibilidade e outros conceitos reformados, mas uma análise
que busca um relacionamento amoroso com Deus e com o próximo, livres das
interpretações, ritos e tradições baseadas em maquetes religiosas.
É na teologia que encontramos a liberdade de expressão onde por meio da
liberdade em Cristo Jesus revelada em sua palavra, poderemos formar uma
linha de pensamento teológico livre de manipulações e pressupostos humanos
onde o teólogo passa a desenvolver uma teologia reflexiva equilibrada,
passando assim a uma melhor compreensão de questões como Reino de
Deus, Liderança, fé, Escatologia, predestinação e livre arbítrio e dentre outros
temas dentro do campo da teologia.
A teologia é tarefa para todos porque Deus deseja em seu infinito amor amar e
ser amado. É o eterno que através da teologia bíblica deseja se revelar a toda
à humanidade. O ser humano em seu estado de depravação e pecado está
incapacitado de se aproximar de Deus, e somente por intermédio da pessoa de
Jesus Cristo é encontrada esta possibilidade. É neste cenário que entra o
estudo da teologia. Não em outro lugar, se não nas escrituras o homem
encontra Deus revelado na pessoa do Filho Unigênito, o Cristo encarnado, o
Deus que se fez homem e habitou entre nós, O Jesus de Nazaré, O verbo vivo,
O Deus de toda eternidade. A teologia cumpre seu papel dando a todos a
possibilidade de conhecer e desfrutar da maravilhosa graça de Deus revelada
nas escrituras.
Para muitos estudar teologia é um meio de se destacar entre os demais numa
maneira de alimentar o ego ou uma tentativa de conhecer Deus em sua
totalidade, o que certamente não acontecerá. Para outros, e nisto lamento, a
teologia é uma forma de receber alguma ordenação de sua denominação ou
enganosamente entender que fazendo teologia receberá título de pastor, bispo,
padre, presbítero e etc. Deve-se fazer teologia simplesmente para Servir a
Deus e aos irmãos. O tempo de estudo, as pesquisas, o investimento financeiro
e tudo mais, são puro desperdício se a motivação não for servir no Reino De
Deus.
Aos estudantes de teologia cabe a árdua tarefa de levar a igreja a trilhar no
caminho de uma verdadeira espiritualidade, uma vida que imita a Cristo,
ensinar uma teologia que revele a graça de Deus como de fato ela é, sem
camuflagem, sem artifícios humanos, uma teologia que parte do coração de
Deus, que coloca Cristo como centro, uma teologia que produz vida, e vida
com abundancia. À Deus Toda a Glória!

A RELAÇÃO ENTRE ESPÍRITUALIDADE E TEOLOGIA:
A relação entre espiritualidade e teologia, tão importante para termos um
relacionamento mais íntimo e pessoal com Deus, na maioria das vezes, não
tem sido exercitada de forma correta no meio evangélico. Em nossas igrejas,
Existe uma forte tendência de sermos sempre levados ao extremo, ou seja,
abraçando um lado em detrimento do outro. Para entendermos melhor a
questão, basta apenas observar a pratica de espiritualidade das igrejas da
America latina e Europa. Ambas diferem bastante uma da outra. A primeira é
mística, onde se valoriza a oração, manifestação de dons como profecias,
curas, línguas, deixando em segundo plano o estudo e reflexão das escrituras.
A segunda prega uma teologia racional, onde a razão prevalece, e submete a
bíblia à razão humana. Nesta espiritualidade, descarta-se a possibilidade de
uma experiência relacional com Deus. Essa forma de espiritualidade, forma
teólogos puramente racionalistas. Teólogos que não oram, não creem em
verdades espirituais como, céu, inferno, Ressurreição, dons espirituais,
milagres, existência de demônios e outros. Não sentem mais o desejo ardente
em seus corações de ter um relacionamento de amor com Deus e com o
próximo.
Diante do desafio, certamente o melhor caminho é o equilíbrio. Para
desenvolvermos uma teologia sadia, devemos buscar um equilíbrio entre
espiritualidade e teologia. Questões da bíblia que o nosso intelecto não
consegue compreender, só podem ser reveladas por meio da fé. A fé não pode
anular a razão, mas transcende, revelando verdades espirituais não
compreendidas pela limitação do nosso entendimento humano. É preciso
entender que a teologia não irá dar todas as respostas que queremos, mas sua
finalidade é ajudar na construção de uma espiritualidade centrada em Cristo
Jesus.
É necessário que haja também uma fé com entendimento, uma fé que pensa,
uma fé reflexiva, para não cairmos no erro do fanatismo religioso, onde muitos
se tornado alienados por falta de entendimento. Portanto, uma teologia sem
espiritualidade nos leva a um racionalismo sem vida, e uma espiritualidade sem
teologia, nos leva a uma fé sem entendimento. (www.teologiaevida.com.br)

A RELAÇÃO ENTRE FÉ E RAZÃO:
Por vários séculos, através da história muitos ramos da teologia se valeram da
razão para tentar explicar teologicamente as devidas questões sobre o
assunto. Mas a própria história relata que muitos caíram em um abismo sem
volta. Negaram a fé em benefício da exaltação da razão, submetendo a bíblia
sobre o crivo do entendimento humano. Influenciados pelo pensamento de que
tudo deveria ser explicado pela mente humana, muitos cristãos defenderam a
ideia de que a Bíblia deveria estar submissa ao crivo da razão. Então, tudo que
não fosse explicado racionalmente de veria ser descartado. Esse pensamento
formou uma teologia antropocêntrica, racionalista que desprezava a Bíblia e
abraçava a razão humana. A Escritura foi submetida ao limitado pensamento
humano.
Tudo que não fosse provado cientificamente deveria ser rejeitado. Não havia
mais espaço para oração. A razão humana tragou a fé. Milagres, doutrinas
como nascimento virginal de Cristo, Céu, Anjos, Inferno, ressurreição e muitas
outras verdades bíblicas, foram totalmente rejeitadas simplesmente pelo fato
da razão humana não aceitar o que não fosse provado à luz do saber.
Entre fé e razão deve haver equilíbrio. Na teologia bíblica, Existem textos que
nossa razão humana não consegue compreender, é inútil explicar o
inexplicável, é como lutar contra a correnteza em um barco sem leme ou
enxergar o caminho no deserto em noite de eclipse. No entanto, por meio da fé
nós cremos e pregamos com convicção. O inexplicável pode ser aceito por
meio da fé. Neste caso, é possível crer sem ter uma explicação definitiva sobre
a questão.
A fé não anula, mas transcende a razão. Como crer, por exemplo, na doutrina
da trindade ou na eleição e predestinação? É impossível entender pela razão
humana, mas pela fé cremos que é revelação de Deus para nós, ainda que em
nossa percepção, seja entendida de forma limitada e incompleta.
A fé deve estar em sintonia com o entendimento, pois como poderemos
explicar aos outros a razão da mesma? Como poderemos anunciar as boas
novas do evangelho, sem conhecer de fato o que ela significa para nós?
É por meio da fé, e não pelo exercício da razão que começamos e mantemos
uma relação com Deus. Relaciona-se para conhecer, e uma vez conhecendo,
começamos a amar e ser amado, desfrutando de sua maravilhosa graça que é
rica em misericórdia, compaixão, perdão, acolhimento. Então, a razão serve
apenas para compreender. Compreendemos com a mente, e nos relacionamos
com o coração. A razão nos faz entender, o espírito por meio da fé arde em
conhecer aquele que deu sua vida por nós na cruz do calvário.

O SILÊNCIO DA TEOLOGIA:
Há momentos na teologia em que o teólogo deve silenciar, e, portanto não
dogmatizar seu pensamento sobre algumas questões teológicas.
O silêncio da teologia é aplicado, quando encontramos passagens de difícil
interpretação. Existem assuntos na bíblia que sempre ficarão sem definição
total e completa. Podemos chamar isto de “mistérios de Deus”, pelo menos até
na volta do que é perfeito (Ler.1Cor.13). Em alguns casos, isto é chamado de
antinômio. Isto acontece quando encontramos doutrinas que aparentemente se
contradizem, mas que no final elas se completam. Tem havido através da
história, muitas divergências teológicas a cerca de diversos temas da bíblia e
levado alguns teólogos ao extremismo, não havendo concordância, entre os
pontos de vista de cada um. Nestes casos recomenda-se flexibilidade, abertura
para novos diálogos e respeito mútuo, compreendendo que nossa teologia, não
é infalível, e que outras linhas de pensamentos não devem ser desprezadas,
ter a sensibilidade de ouvir por meio de um debate ou diálogo os argumentos
do outro.

No estudo da teologia, o teólogo precisa se revestir de espírito de humildade e
buscar o equilíbrio para não correr o risco de abraçar uma e rejeitar a outra.
Temos uma forte tendência em escolher e estudar textos prediletos que por
muitas vezes são baseados em nossas confissões denominacianais, que na
maioria das vezes, parte de tradições, dogmas da denominação e
pressupostos e que no geral sempre concordam com nossa linha de
pensamento teológico. Entretanto, devemos estudar e refletir sobre textos que
confrontam a nossa teologia, visto que os mesmos são escriturísticos. O alvo é
construir uma teologia de forma equilibrada livre de pressupostos colocando a
palavra de Cristo como centro dela. Deve-se aproximar-se do texto
desprendido, livre, com espírito de humildade e oração.
Silenciar nossa teologia diante das dificuldades na interpretação dos enigmas
teológicos nos faz compreender e aceitar a soberania de Deus, que em sua
infinita sabedoria nos revela sua palavra como lhe apraz. O que aprouve a ele
revelar é o necessário. Especular é beirar o precipício, é manifestação de
soberba, é ausência de bom senso. Certamente o melhor caminho é o silêncio.

ALGUNS PERIGOS DA TEOLOGIA:
A exaltação à Filosofia. Há vários séculos atrás a filosofia já se misturava com
a teologia para explicar questões concernentes ao eterno. Isto é observado no
platonismo (Platão) que tentava explicar o sentido da vida além-túmulo. O
teólogo Agostinho também se valeu da filosofia para explicar questões
teológicas. Em fim, a filosofia certamente exerceu um importante papel na
história da igreja e da teologia.
Mas há um perigo que ronda os pretendentes que aspiram ao serviço teológico.
A valorização em extremo à filosofia. Muitos descambaram na armadilha do
racionalismo teológico. Estes se tornaram céticos sobre várias questões da
Bíblia, chegando a negar doutrinas fundamentais do cristianismo. Corremos o
risco de submeter nossa teologia ao crivo da filosofia, desprezando a fé e a
reflexão das escrituras. Foi esse perigoso ensino que fez com que muitos
teólogos da Europa, chamados “teólogos liberais” negassem a fé, abraçando a
filosofia como base para suas vidas. A filosofia tem o seu lugar na teologia,
mas nunca pode ser colocada acima da mesma.
A filosofia por sua vez dará sua contribuição em nossa formação teológica,
alargando o pensamento, onde leva o teólogo questionar o porquê das coisas,
no entanto não deverá exercer influência total em nossa teologia.
Outro perigo da teologia é separar teologia e oração. O teólogo que não ora
corre o perigo de cair no intelectualismo, dando ênfase ao conhecimento e ao
acúmulo de informações fazendo com que sua pregação se torne seca e sem
vida.
A dicotomia entre oração e teologia. Quando pensamos em estudo da teologia,
a primeira coisa que vem à mente é ler, pesquisar e refletir sobre as questões.
Mas é perigosa a prática deste exercício sem o regar da oração. Ao estar
diante do texto, o teólogo deve está revestido de humildade. Em oração, deve
submeter-se a iluminação do Espírito Santo para compreender e interpretar as
escrituras. Pedir a ajuda do Espírito para que nossa teologia não seja a mais
correta, mas que seja coerente e equilibrada, não dogmática, mas flexível, não
detentora da verdade, mas aberta para novos diálogos. Sem oração, como
haverá resposta para compreender a revelação que esta encoberta? Teologia e
oração não podem se distanciar, devem ser amigas inseparáveis. Ambas se
completam na revelação do altíssimo, por meio do filho. É na oração que
podemos perceber nossa limitação diante de tamanha e maravilhosa
revelação, perceber nossa condição de pecador e depender da ajuda de Deus
para compreender, é com oração e teologia que o cristão encontra a razão
para expressão de sua fé. Teologia sem oração desemboca em racionalismo
teológico.
Fazer teologia para satisfazer nosso egocentrismo. Certa vez conversava com
um estudante de teologia que desanimado não pretendia continuar o curso.
Seu argumento foi que, se ao final do curso, não seria ordenado pastor, não
valeria apena continuar. Muitos ingressam no curso de teologia movido por um
espírito egocêntrico. Querem fazer teologia, não para servir os outros, mas
simplesmente para satisfazer seus própios interesses.
Conseguir uma ordenação, de preferência, pastor, bispo ou presbítero por
muitas vezes é a motivação do pretendente. Acontece que teólogo é chamado
para servir. Deve colocar a disposição seus serviços a serviço do Reino de
Deus com a finalidade de edificar o corpo de Cristo que é a igreja. A
recompensa dos anos de estudo, tempo de pesquisa, investimento financeiro,
em fim, todo o esforço é recompensado pelo prazer de servir de irmãos. O dom
= χαρισμα= charisma, de Mestre e Doutor é concedido à igreja com a
finalidade de edificação, onde o teólogo deve compartilhar com a comunidade o
ensino da palavra. Seus serviços devem ser exercidos de forma voluntária, de
bom grado, sem constrangimento. Como diz um amado colega pastor: “Fazer
com amor”. Todo o investimento é desperdício, se a motivação não for o servir.

BIBLIOGRAFIA:
BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de estudos Shedd. São Paulo: ed. Vida Nova, 1998.
1786 pp.
BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de estudo de genebra. São Paulo: Ed. Cultura Cristã,
1999. 1710 pp.
DICIONÁRIO BÍBLICO UNIVERSAL. Rev. R. Buckland, M.A. , Rev. Dr. Lukyn
Willimas. EUA: ed.Vida Nova, 1981. 453 pp.
BÍBLIA NVI. (Nova Versão Internacional)
SITES:
Teologiaevida.com.br

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sábado, 22 de março de 2014

Tota Scriptura e 400 anos de silêncio parte 1


No boletim passado começamos a falar sobre o assunto Tota Scriptura (Toda a Escritura). Falamos sobre a importância de lermos o Velho Testamento  e entendermos suas histórias e rituais à espera de Cristo. Não temos como precisar quando foi que a Escritura começou a ser registrada; provavelmente, o primeiro a registrar as Palavras de Deus foi Moisés, quando o povo de Israel saiu do Egito. Depois vieram os juízes, os profetas e os reis Davi e Salomão. O povo de Israel se desviou de Deus e a partir do reinado do filho de Salomão, o país de dividiu em dois: Israel (as dez tribos ao Norte) e Judá (a tribo de Judá, no sul). A tribo de Levi não possuía terras; eles trabalhavam no templo que ficava em Judá, onde estava a cidade de  Jerusalém. Os profetas Jeremias e Ezequiel são chamados de profetas do cativeiro, pois sua mensagem fala que Deus ia castigar o povo com o exílio; Ezequiel escreveu do cativeiro. O profeta Daniel é levado escravo neste tempo. Depois de 70 anos de cativeiro, Deus levanta Esdras e Neemias para voltar para Jerusalém e reconstruir o templo e o muro da cidade que haviam sido destruídos pelos babilônios. Neste período, nós temos os profetas menores que são chamados assim pela quantidade pequena de profecias escritas. Temos o caso de Jonas, um profeta que foi mandado por Deus para testemunhar em Nínive, mostrando o aspecto salvador de Deus no Velho testamento. O ultimo profeta a se manifestar é Malaquias; a mensagem de Malaquias aponta o quanto o povo de Deus havia se afastado da Palavra. A mensagem mais conhecida de Malaquias é sobre o dízimo, que inclusive é pregado exaustivamente pelos adeptos da teologia da prosperidade; é uma pena conhecer Malaquias apenas na questão do dízimo. Sua mensagem profética começa falando sobre os sacerdotes que rejeitaram o conhecimento de Deus e que não instruíram o povo; depois o profeta condena as injustiças que estavam sendo praticadas entre o povo; mas adiante, a mensagem é contra o divórcio; o texto diz que “Deus odeia o divórcio” Ml 2.16; no capitulo 3, ele fala sobre a vinda de Deus em justiça e também sobre o dizimo e no capitulo 4, encontramos uma consoladora profecia sobre a vinda de Cristo. Malaquias é a despedida do Velho Testamento. Foi escrito há 2400 anos e depois dele, Deus ficou “calado” não enviando nenhum profeta durante 400 anos; chamamos esse período de 400 anos de silencio de Deus. No próximo numero continuaremos no assunto!

Que Deus nos abençoe!

Tota Scriptura e Sola Scriptura

Sola Scriptura e Tota Scriptura

“Vocês estudam as Escrituras Sagradas porque pensam que vão encontrar nelas a vida eterna. E são elas mesmas que dão testemunho a meu favor” João 5.39
A Reforma Protestante é o movimento nascido no século XVI com o objetivo de levar a Igreja de volta para a Palavra de Deus. Já temos visto em estudos anteriores sobre os Solas da Reforma, ou os “somentes”: Somente a Escritura, Somente Cristo, Somente a Graça, Somente a fé e somente a Deus toda a glória.  Os reformadores entenderam que a Bíblia é a única regra de fé e de prática da igreja, sendo que nenhuma outra coisa pode ocupar esse lugar; o centro do culto, o padrão de disciplina, a forma litúrgica e toda a prática da igreja no evangelismo e cuidado com o próximo já estão amplamente registrados nas páginas da Bíblia. Hoje, quero iniciar uma breve meditação sobre outro conceito importante: o Tota Scriptura, ou Toda a Escritura. Isso significa que devemos ler, entender e meditar em toda a Bíblia e não somente em algumas passagens favoritas. Precisamos descobrir o prazer de ler o Antigo Testamento como o povo de Deus lia, à espera do Messias prometido; Temos que ler o Genesis, não como um livro cientifico, mas como um relato para o povo de Israel que precisava conhecer o seu Deus; temos que ler a Lei e os rituais do sacrifício de Êxodo, Levítico entendendo que todos eles um dia se cumpririam em Cristo! Temos que ler em Números aquela longa lista de nomes de famílias e descobrir que a Bíblia é um documento sério; Deus se preocupou com cada família do povo de Israel. Temos que ler os livros históricos e entender a formação do país, num preparo para vinda do nosso Senhor Jesus. Temos que ler os profetas e saber que Deus estava falando com eles a Sua palavra e vontade, como Pedro disse: “Pois nenhuma mensagem profética veio da vontade humana, mas as pessoas eram guiadas pelo Espírito Santo quando anunciavam a mensagem que vinha de Deus. 2Pe 1.21. Descobrimos nas genealogias, nomes de homens e mulheres que viveram e morreram confiando no mesmo Deus que nós confiamos hoje e seus nomes estão lá para mostrar documentalmente que Deus conhece cada pessoa, e portanto, eu posso me alegrar sabendo que sou conhecido e amado por Ele. Desfrute da leitura sistemática (contínua e ordenada) de toda a Bíblia. Não basta  o Sola Scriptura. Devemos declarar também o Tota Scripura. No próximo numero continuaremos o assunto.
Pr. Nadiel Marins 

Que Deu
s nos abençoe!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

a importancia da PALAVRA

“Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras?”
Lucas 24.32
Jesus havia ressuscitado; dois dos seus discípulos estavam indo para uma aldeia chamada Emaús. Embora eles conhecessem Jesus nos três anos de convívio diário, naquele momento eles não o reconheceram. Várias são as explicações para este fato: eles não o reconheceram por que sua aparência já não carregava mais o peso do pecado; o Senhor já havia feito o pagamento na cruz e seu semblante era diferente; Outra explicação está no versículo 31 de Lucas 24: “Aí, os olhos deles foram abertos, e eles reconheceram Jesus.” Enquanto o Espírito Santo não abrir a mente, ninguém pode entender quem é Jesus. Mesmo caminhando e ouvindo Jesus pela estrada que levava a Emaús, eles não tinham noção de quem ele era; Outro fato que chama nossa atenção é sobre o papel das Escrituras Sagradas no nosso conhecimento sobre Deus e sobre a salvação. À medida que Jesus ia expondo as profecias antigas e explicando que tudo o que tinha acontecido naqueles dias estava predito há muito tempo, o coração dos dois ardia. Quando lemos o texto bíblico estamos entrando em contato com o próprio Deus; Sua Palavra revela quem Ele é e o que Ele quer de nós; Quanto mais lemos, entendemos, meditamos e aplicamos a Palavra em nossa vida, mais perto de Deus estamos. O Senhor Jesus por várias vezes falou sobre a importância da Palavra: “Como vocês estão errados, não conhecendo nem as Escrituras Sagradas nem o poder de Deus!” Mt 22.29. “Vocês estudam as Escrituras Sagradas porque pensam que vão encontrar nelas a vida eterna. E são elas mesmas que dão testemunho a meu favor.” Jo 5.39. Lutero dizia que “Bíblia é  única autoridade que sustenta a Igreja; tire a Bíblia e a igreja desmoronará” Como crentes reformados que somos precisamos aprender a valorizar a leitura e a meditação na Palavra. Os dias que vivemos são maus em vários aspectos: a Bíblia é atacada na sua inspiração infalível e divina pelos liberais e existencialistas; a Bíblia é mal interpretada por pregadores despreparados e mal intencionados que manipulam a fé de alguns em beneficio próprio e um terceiro grupo, que penso ser o que mais nos ameaça: o grupo daqueles que negligenciam a Palavra, seja por preguiça ou por ter tantos outros afazeres mundanos que não são ilícitos, mas nos afastam da Palavra. É oportuno lembrar A.W. Tozer: “qualquer coisa que me afaste da Bíblia, por mais inofensivo que seja, é meu inimigo.”

terça-feira, 23 de abril de 2013

NOVA DINÂMICA
A dinamica nova é a seguinte: Improvisa uma caixa de papelão e abra o fundo fazendo uma carcaça de aparelho de TV. O líder deve dizer que cada participante da célula ganhou um minuto no horário nobre da TV para falar sobre Jesus Cristo. Cada um deve falar o que sabe sobre Jesus e o que Ele pode fazer na vida do ser humano.
O objetivo é saber como as pessoas estão conhecendo Jesus e como está o nível de evangelismo do grupo.
Muito boa essa dinamica!
ABRAÇOS
Pr. NADIEL MARINS

terça-feira, 19 de março de 2013

Fotos do Distrito de Castelo de Sonhos

BR 163

Chegada à Cidade 

Asfaltamento da BR 163

Vista Aérea da Cidade -Rio Curuá

Avenida da Cidade

Vista aérea

Rio Curuá- Ao fundo a cidade de Castelo

Construção do Frigorífico

Plantador da igreja-Presb. Divino